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Ferramenta mapeia municípios do Mato Grosso do Sul vulneráveis à mudança do clima

Escrito por Reginaldo Alves | Publicado: Quarta, 25 Outubro 2017 08:29 | Acessos: 134

Gestores e técnicos do MS participarão de capacitação sobre o software nos dias 25 e 26/10, no Grand Park Hotel

 O município de Nioaque, localizado no sudoeste do Mato Grosso do Sul, seria o mais vulnerável à mudança do clima. Cidades como Juti, Paranhos e Tacuru estariam mais suscetíveis às alterações climáticas. Este diagnóstico é feito a partir de uma inovação tecnológica, um software, chamado Sistema de Vulnerabilidade Climática (SisVuClima), que gera mapas temáticos, tabelas e gráficos sobre os 79 municípios do Mato Grosso do Sul. Nos dias 25 e 26 de outubro, gestores e técnicos do estado participarão de uma capacitação sobre a ferramenta, no Grand Park Hotel (Avenida Afonso Pena, 5282, Chácara Cachoeira – Campo Grande/MS).

O software é um dos produtos do projeto Vulnerabilidade à Mudança do Clima, iniciativa da Fiocruz em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, financiado com recursos do Fundo Clima. A ferramenta apresenta 67 tipos de informações sobre cada cidade do Mato Grosso do Sul, incluindo dados sobre cenários climáticos para o período de 2041 a 2070.

Desastres naturais no MS

Na ferramenta SisVuClima, a exposição a desastres naturais de origem hidrometeorológica considera os seguintes tipos de eventos mais comuns no país: deslizamentos decorrentes de fortes chuvas; enchentes, enxurradas e alagamentos; seca/estiagem; incêndios florestais, além do estresse hídrico e do número de pessoas vivendo em áreas de risco.

Para entender esses fenômenos, são avaliadas as ocorrências de óbitos em função dos eventos climáticos e o número de casos de desastres naturais registrados no passado. Estas informações possibilitam calcular o Índice de Desastres Naturais (IDN).

No Mato Grosso do Sul, Bataguassu foi considerado o município mais vulnerável para este índice: 1,00. Os municípios de Três Lagoas e Água Clara apresentaram uma vulnerabilidade elevada, 0,91 e 0,89, respectivamente.

No Pantanal, Corumbá estaria mais exposta aos desastres naturais, com um índice de 0,93. Coxim também teve um valor elevado - 0,84, enquanto a capital Campo Grande mostrou um IDN intermediário de 0,49.

Doenças associadas ao clima

Uma das informações fornecidas pelo software diz respeito às doenças associadas ao clima, tendo em vista que as mudanças climáticas podem influenciar a dinâmica de algumas delas, principalmente as infecciosas. Para o Mato Grosso do Sul, foram avaliados os seguintes itens: dengue, acidentes com animais peçonhentos, leptospirose, leishmaniose tegumentar americana e visceral, além de considerar o índice de mortalidade infantil por doenças intestinais. 

Neste índice, Campo Grande foi considerado o município mais vulnerável - 1,00, em virtude da incidência de casos de dengue, leishmaniose visceral e acidentes com animais peçonhentos (serpente, escorpião e aranha). Cidades como Rio Verde de Mato Grosso e Corumbá, apresentaram valores intermediários para as doenças associadas ao clima, 0,66 e 0,64, respectivamente, por causa de enfermidades como leishmaniose visceral e dengue. O município de Santa Rita do Pardo foi considerado o menos vulnerável para este índice.

Informações estratégicas

Com o uso do software SisVuClima, gestores e técnicos do estado poderão avaliar e comparar as vulnerabilidades e os fatores de risco das cidades sul-mato-grossenses. Posteriormente, será possível planejar ações para reduzir os impactos das mudanças climáticas e aumentar a capacidade de adaptação das populações a esta nova realidade.

 Mato Grosso do Sul será o sexto estado a participar da capacitação sobre a ferramenta, que já ocorreu no Espírito Santo, Pernambuco, Paraná, Amazonas e Maranhão neste semestre. No treinamento em Campo Grande, estarão presente representantes das seguintes instituições: Secretaria Estadual de Saúde; Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL); ECOA; Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC – MS); Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS); Fundação Neotrópica; Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul (CEMTEC – AGRAER) e Superintendência de Gestão da Informação (SGI).

 

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